quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Saudade (Casimiro de Abreu)

Saudade (Casimiro de Abreu)

Nas horas mortas da noite
Como é doce o meditar
Quando as estrelas cintilam
Nas ondas quietas do mar;
Quando a lua majestosa
Surgindo linda e formosa,
Como donzela vaidosa
Nas águas se vai mirar!

Nessas horas de silêncio
De tristezas e de amor,
Eu gosto de ouvir ao longe,
Cheio de mágoa e de dor,
O sino do campanário
Que fala tão solitário
Com esse som mortuário
Que nos enche de pavor.

Então — Proscrito e sozinho —
Eu solto aos ecos da serra
Suspiros dessa saudade
Que no meu peito se encerra
Esses prantos de amargores
São prantos cheios de dores:
— Saudades — Dos meus amores
— Saudades — Da minha terra!

Casimiro de Abreu

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Com os amigos vou farrear
Mas a saudade começa a apertar
E em você comecei a pensar
Lágrimas em meu rosto a rolar
Pessoas começaram a perguntar
Não sabia o que falar
Só sabia chorar...
Em você meu coração fez lembrar
Lindas historias que tenho a contar
Sobre você que é meu mar
Vou sempre te proclamar
Com você irei sonhar
E você,
Sempre irei amar.
Ass..Antônia Ursulina Veras...